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Associação Humanitária
Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo
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    João Thomaz da Costa


    João Thomaz da Costa

     

         Nascido em Faro em 1835 e falecido em Viana do Castelo em 1909, protagonizou uma carreira militar brilhante. João Tomás da Costa fixou residência nesta cidade, onde casou, lhe nasceu a sua única filha e viveu até à morte. Foi durante largos anos Diretor de Obras Públicas do Distrito, desenvolvendo uma profícua atividade que contribuiu significativamente para o desenvolvimento da região, salientando-se nessa ação as importantes obras executadas no porto de mar.

         Viana cresce e conforme entrava a linha de caminho-de-ferro na cidade, e após a ponte Eiffel (1878), o passeio público tomava lugar em terreno conquistado ao rio, rasgam-se avenidas e se projectam parques públicos e se cria o largo do Pombal (hoje Largo João Tomás da Costa), assim fica marcada a história de Viana pelas mais exuberantes e grandes alterações que a cidade sofre na sua adaptação aos tempos modernos.

         Inaugura-se o Teatro Sá de Miranda (1885), um dos melhores do País, surge a iluminação a gás, constrói-se a Praça de Touros, funda-se a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo (1881), em 1882 entra em serviço a Estação de caminho-de-ferro e é consumada a abertura da Avenida dos Combatentes.

         A criação da Associação Humanitária deve-se ao facto de um grande e violento incêndio na Rua do Cais, nos finais do século XIX, (conforme se pode ler no texto ”como nascemos”) nessa altura o Engenheiro João Thomaz da Costa, Director das Obras Públicas do Distrito, sai ferido desse incêndio (23-04-1881), é nesta conjuntura que em 29-04-1881 se reúnem , na Associação Comercial, um conjunto de homens decididos a arrancar com um Corpo de Bombeiros Voluntários, ciada a Comissão Instaladora esta convoca de imediato e para 15-05-1881 a Assembleia Geral de sócios fundadores para o Liceu de Viana, onde são aprovados os Estatutos e é eleita a Direcção, ficando a presidir Boaventura José Vieira - Vice-Presidente: João Thomaz da Costa - 1º Secretário: José Maria Caldeira - 2º Secretário: João José de Carvalho - Tesoureiro: António José Ferreira e 1º Comandante: Randolpho Rosmiro Correa Mendes, 2º Comandante: António Adelino de Magalhães Moutinho. 

         Em 13-11-1881 dá-se o baptismo de fogo de equipamentos e homens, em finais de 1882 existiam 33 bombeiros e 105 sócios protectores, no ano de 1883, João Thomaz da Costa assume a presidência da Direcção da Associação.

         Outra tragédia abala Viana em 16-01-1883, o navio inglês ZERLINE, naufraga à entrada do nosso porto, por falta de meios adequados e atendendo à violência do temporal, de terra nada se pode fazer, e a criação do Instituto de Socorros a Náufragos só viria a ser criado em 21-01-1892, no entanto e por arrojo de João Thomaz da Costa, abalança-se a arrancar com a organização de uma estação de socorros a náufragos, chegando à conclusão que seriam necessários 3 contos de reis para montar uma estação com um barco salva vidas e um aparelho de lançar cabos.

         Através de diversos empenhos, conseguiu verbas das Cortes, da Associação, até da Rainha, e encomenda aos Estaleiros de Mr. Augustin Normand, no Havre, em França a construção de um barco próprio por 9.000 francos, o barco é entregue em Viana em 23-05-1884, (este barco veio posteriormente a ser baptizado com o nome de João Thomaz da Costa. Homem de uma modéstia irrepreensível, recusou que colocassem um retrato dele na estação de socorros a náufragos, ameaçando demitir-se se o fizessem.

         Em 1885 monta na Praia do Cabedelo um posto de socorros aos banhistas, que no ano seguinte já terá uma canoa e uma barraca de abrigo, (admirável proeza, 24 anos antes do primeiro posto de praia do I.S.N.).  ainda nesse ano é adquirida uma peça de bronze (canhão) em Nova Iorque com todo o aparelho porta-cabos e 10 projécteis torneados, (haveria de se tornar histórica, ex: caso Veronese 1913). 

         Em 1887 edita um Manual de Instrucções e Manobras para Prestar Socorros a Naufragos.

                                 

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