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Associação Humanitária
Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo
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    Tragédias Marítimas


    Em 1883, os Bombeiros de Viana do Castelo colabo­ram no salvamento dos náufragos do navio inglês Zerli­ne, que naufraga à entrada do porto, mas vem a enca­lhar na praia em condições propícias ao salvamento.

    Nesse mesmo ano, o presidente da Direcção desta Associação Humanitária, reunido com os capitães dos navios que ao tempo se encontravam na barra, chega à conclusão que seriam necessários três contos para a compra de um barco salva-vidas e de um aparelho para lançar cabos.

    O porto de Viana do Castelo era nesse tempo peri­gosíssimo, pois a sua barra era orlada de várias pedras, muitas delas permanentemente alagadas.
    As Cortes aprovaram uma verba de 1500$000 réis para o salva-vidas, que foi encomendado aos estaleiros de Mr. Augustin Normand & Cie., do Havre.

    O salva-vidas acabou por custar 1700$000 réis e to­mou o nome de João Thomaz da Costa, presidente da Direcção que tivera a iniciativa de o mandar construir (foto 2).

    Também pela mesma altura é adquirido nos Estados Unidos, em Filadélfia, um aparelho de lança-cabos constituído por um magnífico canhão de bronze (foto 1), que se julga ser um obus, linhas, cabos, projécteis, etc.

    É, também, a partir de 1885, que é montado na praia do Cabedelo um posto de socorros a banhistas. Este facto é de um pioneirismo extraordinário se nos lem­brarmos de que o primeiro posto de praia do I. S. N. é só estabelecido em 1909, na praia da Trafaria, de acor­do com o relatório da Comissão Central do Instituto desse mesmo ano. Os Bombeiros Voluntários de Via­na do Castelo antecedem, pois, em 24 anos a primeira série de postos de praia do I. S. N.

    Em 1888, no número 19 de O Bombeiro Portuguez, relata-se uma visita feita a Viana do Castelo, mencio­nando-se que o que mais os entusiasmou foi a instala­ção do barco salva-vidas numa estação expressamente construída à beira-mar. E, mais adiante, diz-se que: "O barco salva-vidas, construído no Havre, é o que há de melhor no género e acha-se colocado sobre um carro de quatro rodas. Desde a estação até à beira-mar há um trilho de pedra que serve de guia e facilita a ro­dagem. Há ainda um magnífico aparelho lança-ca­bos, coletes de cortiça, uma esplêndida ambulância inglesa com todos os medicamentos indispensáveis... para o mister de acudir a náufragos."

    Tudo leva a crer que esta estação de socorros a náufragos exemplar se deve à iniciativa e ao valor dos dirigentes da corporação de Bombeiros Voluntá­rios de Viana do Castelo dessa altura.
     


    (foto 1) Canhão a ser usado no Naufragio do "Veronese" pela equipa de AHBVVC.
     






    (foto 2) Barco salva-vidas movido pela força de remos, baptizado de João Tomaz da Costa.
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