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Associação Humanitária
Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo
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    Guilherme Gomes Fernandes
       (1850 - 1902)


    Nasceu na Baía a 6 de Fevereiro de 1850, tendo aos 3 anos de idade ido viver para a cidade do Porto e aos 13 rumou para Inglaterra onde estudou no colégio de Santa Maria, em Ascott.

    Com 19 anos, este jovem abastado e culto fixou residência no Porto. Grande entusiasta do desporto na disciplina de Ginástica, conseguiu diversas vitórias.

    Foi fundador Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Porto (1874-75) e do Corpo de Salvação Pública e foi nomeado Comandante do Corpo de Bombeiros em 1877 e Inspector de Incêndios do Porto em 1885. De seguida, transferiu-se para a Companhia de Incêndios, assumindo o cargo de comandante.

    Recebe formação de bombeiro nos Municipais de Lisboa, e manteve contactos frequentes com os bombeiros de vários países europeus e com prestigiadas personalidades do meio. Estudos de materiais de ataque de incêndios, congressos, exercícios, etc. Organizou e instruiu várias corporações de bombeiros.

    Realizou no Porto o 1º Congresso dos Bombeiros Portugueses em 1893. Participa com uma força sob o seu comando, em 17 de Junho de 1893 no Torneio Internacional de Londres, tendo-se classificado em primeiro lugar sem a atribuição do 2º lugar a outro concorrente, atendendo à excelência da prova dos portugueses.

    Em 5 de Agosto 1984 participou no Torneio de Lion-França com uma força de 14 bombeiros, tendo conquistado o 2º lugar da classificação. Participação no concurso internacional de Paris, realizado entre 15 a 18 de Agosto de 1900 e aos quais assistiram contingentes da Áustria, Itália, Espanha, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Inglaterra, Holanda, Hungria, Luxemburgo, Suécia, Rússia, etc. O grupo de Guilherme Gomes Fernandes vence o concurso perante uma assistência de 40 000 pessoas, conquista uma medalha de Ouro, a Taça de Sévres que lhe foi entregue pelo Presidente da República Francês; e o título de campeão do Mundo, além do prémio pecuniário de 1500 francos.

    (A prestação de provas verificou-se perante numerosa assistência, tendo como tema a extinção de um incêndio num prédio de 20 metros, com três salvamentos (duas pessoas no 5.º andar e uma no 6.º). Para o seu cumprimento, o júri estabeleceu o tempo máximo de 15 minutos. Os bombeiros americanos (vencedores em três concursos) foram os primeiros a ser chamados, perfazendo 15 minutos. Seguidamente, os húngaros cumpriram o exercício em 16 minutos. Portugal tratou-se do terceiro país a entrar em campo a fim de prestar provas. Reza a história que Guilherme Gomes Fernandes apitou e a equipa dirigiu-se de imediato para o esqueleto de madeira instalado junto à pista do hipódromo, simulador do edifício incendiado, desenvolvendo o tema no tempo recorde de 2 minutos e 56 segundos.

    "(...) os valentes rapazes correm ao predio incendiado, com um sangue frio, que desde logo lhes conquista todas as sympathias. Armam escadas, lançam as cordas, trepam pelo esqueleto com uma agilidade extraordinária e o problema é triumphantemente resolvido", descreve o correspondente do “Jornal dos Bombeiros”, no seu artigo sobre a cobertura do evento.

    A equipa não havia efectuado qualquer treino antes da prova e muito menos tinha conhecimento das condições do esqueleto, mas, como dizia Guilherme Gomes Fernandes, "o fogo não espera; prossegue no seu devorar incessante; e se o bombeiro não acode rápido o terrível elemento completa a sua obra destruidora".

    Após o exercício, o público que se encontrava nas bancadas invadiu o recinto, dispensando calorosos aplausos aos bombeiros portugueses pela rapidez e eficiência demonstradas. Houve até quem, entre a multidão, afirmasse: "São bombeiros gatos."

    Devido ao tempo realizado pelos portugueses, considerado inatingível, as restantes 17 equipas que ainda iriam desenvolver o tema acabaram por apresentar a sua desistência.

    O Presidente da República Francesa, Émile Loubet, saudando a equipa vitoriosa, ergueu o seu chapéu e disse: "Vivam os bombeiros portugueses. Viva Portugal!"

    O mesmo Chefe de Estado viria mais tarde, ao elogiar Guilherme Gomes Fernandes, durante o banquete de honra do concurso, a proferir outra não menos significativa expressão que a história regista nos seus anais:

     "Diga ao vosso Governo que, quando Portugal necessitar de alguma coisa da França, mande como seus embaixadores os seus bombeiros.")

     

    Guilherme Gomes Fernandes notabilizou-se, entre outras acções, no combate ao trágico incêndio do Teatro Baquet, ocorrido em 1888.

    O seu contributo para o progresso dos bombeiros valeu-lhe o tratamento de "Mestre", assim como diversas condecorações nacionais e internacionais de prestígio.


    Foi também pedra fundamental para a criação da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, pela delicadeza e boa vontade inexcedível com que se prestou a auxiliar a comissão instaladora, fazendo-lhe os mais relevantes serviços (1881), assim como criou também os Bombeiros novos de Aveiro (1908).

     Desenvolveu, igualmente, actividade empresarial na área do material de combate aos incêndios, mas também no âmbito do jornalismo, tendo criado e dirigido o jornal "O Bombeiro Voluntário", publicado entre 1877 e 1890.

     
    Guilherme Gomes Fernandes morre a 31 de Outubro de 1902, com 52 anos após uma complicada operação cirúrgica.


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